Junges, Márcia2019-09-252019-09-252016-12-1620091981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/161001"“Aviolência fundamental é aquela a qual todo o ser humano tem de ser submetido parase tornar sujeito”, esclarece a psicanalista Rosane de Abreu e Silva na entrevista queconcedeu com exclusividade àlência primária se instaura no ser humano, desde os primeiros tempos de vida, desdeo seu nascimento”. Com base na obra de Sigmund Freud, ela explica que a violênciaIHU On-Line, por e-mail. De acordo com ela, “a vio- é fundadora da civilização, determinante de nossa subjetividade. Por outro lado, a violência exacerbada é a experiência do excesso, quando “o sujeito se encontra abandonado as suas próprias pulsões. Não se trata mais, então, da violência primária ou fundamental, mas sim de um movimento contrário”. E completa: “A violência exacerbada é o que silencia a dor que não encontrou na palavra, o seu apaziguamento”. Rosane detecta, ainda, uma relação entre a violência juvenil, tema na qual é especialista, e o declínio da função paterna. Mas alerta: “Não é mais sufiiente fazermos esta relação para pensarmos sobre a violência juvenil. O declínio da função paterna é uma teoria que não dá mais conta da questão da delinquência"porWith permission of the license/copyright holderviolencesubjectivityJuvenile delinquencydesireCultural ethicsBioethicsCommunity ethicsLifestyle ethicsSocial ethicsFamily ethicsA violência é constitutiva do ser humano e determina a sua subjetividade [Violence is constitutive of the human being and determines its subjectivity]Article