Wolfart, Graziela2019-09-252019-09-252016-12-1120101981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/160432"“As hidrelétricas, grandes obras por excelência, requerem aocupação de amplos territórios, na maioria das vezes emdetrimento de segmentos sociais vulneráveis, tais comoas populações rurais, ribeirinhas e comunidades étnicas”,afima o biólogo Eduardo Ruppenthal, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Ele explica que “em função de uma visão hegemônica de ‘desenvolvimento e progresso’, que tem orientado o processo de modernização do Brasil e sua inserção no processo contemporâneo de globalização econômica – principalmente aprofundado no segundo governo Lula com os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2 –, comunidades rurais são desconstituídas do meio ambiente que, por gerações, como bem material e simbólico, vêm assegurando a manutenção e a reprodução de seus modos de vida, têm a terra como patrimônio da família e da comunidade, defendida pela memória coletiva e por regras de uso e compartilhamento de recursos”. Ao refltir sobre as consequências que as hidrelétricas estão provocando para a produção agrícola do Rio Grande do Sul, Ruppenthal considera que elas contribuem “para a desterritorialização de comunidades rurais, sendo que uma das consequências é o êxodo rural."porWith permission of the license/copyright holderEnvironmental injusticesGaucho farmersHydroelectricClean energyPolitical ethicsGovernance and ethicsEnvironmental ethicsResources ethicsEthics of global commonsA construção de barragens gera injustiças ambientais [The construction of dams generates environmental injustices]Article