Junges, Márcia2019-09-252019-09-252016-12-1120101981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/160469"Com que direito alguém chega a uma terra e se declara seu dono? Para os povosoriginários, é uma insanidade e um absurdo a pretensão dos ‘brancos’ que invademterras coletivas para se apropriarem delas como se fosse coisa ‘abandonada’, vazia,objeto a ser possuído. Terra é dom de Deus e direito de todos”. O questionamentoe a reflxão são de Martinho Lenz, jesuíta e sociólogo, e fazem parte da entrevista exclusiva que concedeu, por e-mail, à IHU On-Line. De acordo com ele, originariamente, o sentido da propriedade individual “era o de possibilitar a todos o acesso a um mínimo de bens necessários para a vida, um espaço de autonomia e de liberdade – e a garantia que esses bens necessários não fossem usurpados por alguém mais forte”. Mas a lógica capitalista subverteu essa concepção, e possuir terras se tornou sinônimo de poder, além de fonte de miséria e fome. Precisamos lembrar, diz Lenz, que a terra é “um meio para gerar outros bens, necessários para a vida, e não um fi em si"porWith permission of the license/copyright holderBrazilian latifundioagrarian reformSocial justiceChristian ethicsGlobal economyReligious ethicsCommunity ethicsEnvironmental ethicsResources ethicsGeneral theology/otherO latifúndio brasileiro tem origem obscura, muito parecida com a legalização de um roubo [The Brazilian latifúndio has obscure origin, much like the legalization of a robbery]Article