Junges, Márcia2019-09-252019-09-252016-12-1620091981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/161000"P or um lado, “um sentimento de angústia avassalador, ocasionadopela falta de referências e declínio de uma estrutura de interdição”, por outro, “os ideais contemporâneos que levam o sujeito àtentativa de suprimir qualquer vestígio de angústia que advenhado seu existir”. Esse é o paradoxo ao qual o sujeito está submetidoem nossos dias, observa a psicanalista Margareth Kuhn Martta na entrevista que concedeu, por e-mail, à IHU On-Line. Os efeitos de cada um desses polos têm na violência, provavelmente, sua concretização. “O discurso dominante que faz laço social na contemporaneidade convoca o sujeito a consumir, a gozar, a não adiar; a norma está no desafi, no abuso, na transgressão”, assinala. A particularidade da violência atual é a gratuidade, cujos gestos parecem não ser movidos por motivo ou sentido. Martta constata: “Esse tipo de violência faz pensar na ideia do ato violento como testemunha da falência do simbólico na vida do ser humano”. Para ela, “a violência é um sintoma social na contemporaneidade”."porWith permission of the license/copyright holderAnguishBullyingviolencePostmodern subjectautonomyCultural ethicsMethods of ethicsPhilosophical ethicsCommunity ethicsLifestyle ethicsAngústia e violência: um paradoxo contemporâneo [Anxiety and violence: a contemporary paradox]Article