Junges, Márcia2019-09-252019-09-252016-12-1320101981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/160573"Analisando os impactos das crises fianceiras dos últimos anos, sobretudo a recente crise do euro,o sociólogo francês Alain Touraine constata o enfraquecimento das instituições políticas, “o quereforça a probabilidade de ruptura social”. De acordo com ele, frente à “dominação da economiaglobalizada, não se pode mais encontrar, no interior da sociedade, forças de resistência. Nemos partidos, nem as crenças, nem as classes sociais têm, hoje em dia, a possibilidade de armar os descontentamentos e as recusas que correm o risco de se esgotar em ações negativas”. Os movimentos sociais, aponta, estão em crise e têm “cada vez menos expressão política”. De outro lado, surgem “movimentos culturais, como a ecologia política, o feminismo, a defesa das minorias, que devem poder encontrar novas expressões na política e na mídia”. A respeito do desmantelamento do estado de bem-estar social na zona do euro, Touraine é categórico: “Não se deve, em nenhum caso, aceitar um recuo da proteção e da redistribuição social, uma vez que, em escala mundial, as desigualdades aumentaram”. As afimações foram feitas com exclusividade na entrevista concedida por Touraine, por e-mail, à IHU On-Line."porWith permission of the license/copyright holderEuro crisisSocial ruptureSocial MovementsProtection and social redistributionPolitical ethicsEconomic ethicsEthics of economic systemsTrade ethicsCommunity ethicsOs impactos da crise do euro e a possibilidade de ruptura social [The impact of the euro crisis and the possibility of social disruption]Article