Vilaça, Murilo MarianoDias Marques, Maria Clara2019-09-252019-09-252016-04-0120151983-8034http://hdl.handle.net/20.500.12424/236504"Um dos pontos controversos do debate sobre os usos da biotecnologia é a função normativa da fronteira entre terapia e melhoramento. Para quem defende tal fronteira, as intervenções biotecnocientíficas no ser humano têm de restringir-se à terapia, de modo que o melhoramento deve ser proibido. Neste artigo, defendemos que essa fronteira tem importantes imprecisões empíricas e problemas conceituais, sendo normativamente inadequada para justificar a diferença entre o que deve ser prescrito e proscrito. Primeiramente, analisamos a distinção entre normal e anormal, haja vista servir de alicerce a tal fronteira. Em seguida, examinamos a fronteira propriamente dita, a fim de apontar seus problemas. Identificando tais problemas e postulando que a normalidade biológica é desprovida de relevância moral intrínseca, inferimos que não resta claro por que seria moralmente proibido à biotecnologia avançar além da terapia. "porCreative Commons Copyright (CC 2.5)Bioethicstherapeutic useBiomedical enhancementBiotechnologyEconomic ethicsTechnology ethicsBioethicsMedical ethicsTratar, sim; melhorar, não? [Treat, yes; enhance, no?]Article