Xu Dong, Hu2019-09-252019-09-252017-02-1120041981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/163209"Na China contemporànea, especialmente desde o ano 1979, há fenómenos sociais e culturais bem complexos. Vários ingredientes discursivos (no sentido que Michel Foucault dà à palavra "discurso"), com vários reagentes, vibram e oscilam em uma "proveta" que se chama China. Nela estào, por exemplo, os discursos de modernidade/pós-modernidade ocidental; do nacionalismo jacobino, do marxismo revolucionário; da China antiga e elitista. Dentro da "proveta" China, esses discursos se debatem, entram em conflito, e ninguém sabe o resultado futuro. Desde o final do século XX, o Ocidente está novamente fascinado pela China como um gigante economico. Algo semelhante ocorreu quando o Ocidente ficou fascinado pelo pensamento antigo da China, na época do esclarecimiento, e quanto o Ocidente ficou fascinado pela riqueza do nosso país, na época da colonizagào. Todas essas fascinagòes foram fenómenos causados por visòes parciais. Como Zhang Lun disse, a complexidade da cultura contemporánea na China nào está à mostra, está escondida. Quem nào conseguir ver o todo, deixar-se fascinar por fenómenos parciais, provavelmente vai compreender mal a realidade chinesa, vai perder a visào geral. De fato, quase todo mundo ocidental, inclusive o Brasil, sempre imagina a China, segundo os seus próprios desejos. Sobre o interesse pela China que agora acomete o Brasil, quero dizer que a China nào se resume a taxas de crescimento económico, ideogramas utilizados como decoragào e outras manifestagóes culturais."porWith permission of the license/copyright holderChinaBrazileconomyintellectualitygovernmentPolitical ethicsGovernance and ethicsEconomic ethicsCommunity ethicsEducation and ethicsO ocidente imagina a china segundo os seus próprios desejos [The West imagines China according to its own desires]Article