Wolfart, Graziela2019-09-252019-09-252016-12-1320101981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/160579"S egundo análise da psicanalista Joana de Vilhena Novaes, a pílulaanticoncepcional libera a mulher do confiamento do lar e da família, “e a desobriga de certas regras, aumenta o que até então asociedade entendia quanto a defiições do feminino”. No entanto,Joana faz um alerta: “dependendo do ponto de vista, o que vivemosnão é uma libertação, pois a mulher só vem somando tarefas e aprisionando seu corpo em outras armadilhas. Hoje em dia, são exigidas da mulher novas competências. Em termos subjetivos e de libertação dos controles que a cerceiam, a mulher deve estar ainda no meio do caminho, longe de estar equilibrada. As renúncias são feitas, mas não sem prejuízos psíquicos”. E completa: “para uma nova mulher, é necessário um novo homem, uma nova estrutura social, novas relações parentais. É preciso que homens e mulheres descubram juntos seus novos papéis, as tantas possibilidades que se apresentam diante das relações ainda confltantes”. Essas e outras afimações foram feitas na entrevista que segue, concedida, por e-mail, para a IHU On-Line"porWith permission of the license/copyright holderNew feminine subjectivityContraceptive pillMoral valuesSexualityBioethicsSocial ethicsSexual orientation/genderHealth ethicsCommunity ethicsA pílula e o surgimento de uma nova subjetividade feminina [The pill and the emergence of a new feminine subjectivity]Article