Wolfart, Graziela2019-09-252019-09-252016-12-1320101981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/160577"Apílula anticoncepcional foi, sem dúvida, um importante avanço damedicina, que acarretou signifiativas transformações sociais e culturais. No entanto, é preciso ser crítico e menos entusiasta do medicamento. E esta é a postura da professora Maria Rita César, naentrevista que concedeu, por e-mail, à IHU On-Line. Ela ressalta- que “antes de analisarmos e saudarmos o advento da pílula como libertação feminina, precisamos lembrar que a pílula é também produto dos processos de desapropriação do corpo feminino em nome da ciência médica, ou da medicalização do corpo feminino”. Maria Rita explica que “não é a pílula que representa a liberdade da mulher; ao contrário, a liberdade trazida pela pílula advém da apropriação que as mulheres realizaram desse artefato de governo do corpo feminino (a pílula), subvertendo-o em favor de sua própria liberdade sexual"porWith permission of the license/copyright holderMaternityStateContraceptive pillHealthPolitical ethicsBioethicsSocial ethicsSexual orientation/genderHealth ethicsMaternidade é uma questão de Estado [Maternity is a matter of state]Article