Silva, Maria LourdesSantos Bastos3, Samara2019-09-252019-09-252015-07-0720132238-9024http://hdl.handle.net/20.500.12424/224170"O presente trabalho analisa a sustentação do argumento da criminalização das drogas no século XX, através da medicina psiquiátrica de Inaldo de Lira Neves-Manta. Membro da Academia Nacional de Medicina, cuja memória escrita para ingresso na instituição versa sobre o tema, ele dedica boa parte de sua vida aos compromissos institucionais. Entendemos a Academia Nacional de Medicina como parte do dispositivo médico e as teses do psiquiatra, como modos de concretização do pensamento desse agrupamento de médicos, através das quais se materializam os projetos do governo. A concepção do vício como doença do comportamento, como anormalidade da competência da clínica psiquiátrica, define dois pontos fundamentais do dispositivo da medicina no início do século XX: 1- a consolidação da clínica psiquiátrica como especialidade médica, com sua especificidade de objeto, abordagens e procedimentos; 2 – a entronização da racionalidade psi- (psiquiátrica, psicanalítica) no campo da educação, seguindo a vertente do dispositivo médico centrado no higienismo, como desdobramento deste na abordagem eugenista. Neves-Manta é aqui entendido como representante de um grupo médico responsável pela elaboração e difusão, ao longo do século XX, das teses que sustentavam o uso de drogas como enfermidade física e moral. Seu trabalho e o da instituição aparecem especialmente nos momentos em que o estado de direito esteve suspenso e a governamentalidade do país precisou de reforços."porCreative Commons Copyright (CC 2.5)History of EducationNational Academy of Medicinedrugs and addictionBioethicsMedical ethicsCommunity ethicsLifestyle ethicsEducation and ethicsPsiquiatria e educação [Psychiatry and pedagogy]Article