Berger, Christa2019-09-252019-09-252017-01-1620071981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/162241"Penso que a questão de fundo da memória não tem especificidades nacionais. Ela se engancha nos indivíduos como necessidade humana, se articula entre a necessidade de lembrar e de esquecer, é estruturante da nossa subjetividade. Cito Alfredo Bosi1, que enfatiza o lugar da linguagem para pensar a memória. “A memória articula-se formalmente e duradouramente na vida social mediante a linguagem. Pela memória, as pessoas que se ausentaram fazem-se presentes. Com o passar das gerações e das estações, esse processo cai no inconsciente lingüístico, reaflorando sempre que se faz uso da palavra que evoca e invoca. É a linguagem que permite conservar e reavivar a imagem que cada geração tem das anteriores. Memória e palavra, no fundo inseparáveis, são a condição de possibilidade do tempo reversível. Eu me lembro do que não vi porque me contaram. Ao lembrar, reatualizo o passado, vejo, historio o que outros viram e me testemunharam... O diálogo com o passado torna-o presente. O pretérito passa a existir, de novo."porWith permission of the license/copyright holdermediaMemory policyMemory cultureBrazilMass culturePolitical ethicsEthics of lawRights based legal ethicsCultural ethicsCommunity ethicsMinority ethicsA contribuição da mídia para a formulação de uma política de memória [The contribution of the media to the formulation of a memory policy]Article