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Frida nos deixa sem jeito [Frida leaves us awkward]
Westhelle, Vítor
Westhelle, Vítor
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"Walter Benjamin14, um contemporâneo de Frida Kahlo, dizia que o fascismo era a estetização da política, como ainda o é. O mérito de Frida Kahlo foi distinguir sua “apresentação” da representação que dela se faz e que ela mesma fez. É precisamente esta distinção que Frida logra manter. Ainda que ela seja politicamente reproduzível, jamais se esgota. Podia fazer amor com Trotsky e no mesmo quarto monumentalizar Stalin. Ela não se “explica”. Para Frida, poiesis e praxis, arte e política eram coisas distintas, ainda que intimamente relacionadas. Assim como não se entregou à arte pela arte, tampouco rendeu sua arte à política. Este é seu gênio."
Note(s)
Topic
Type
Article
Date
2007
Identifier
ISBN
DOI
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