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A crise e os contornos de um “socialismo totalitário do capital’’ [The crisis and the contours of a "totalitarian socialism of capital"]
Wolfart, Graziela
Wolfart, Graziela
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"N a opinião do economista italiano, residente na França, Carlo Vercellone, “pode-se afimarque a própria noção de capital imaterial é um sintoma da crise da categoria de capitalconstante que se afimou com o capitalismo industrial, em que o capital constante seapresentava como trabalho morto, cristalizado nas máquinas, impondo ao trabalho vivosua dominação”. Na entrevista que concedeu à IHU On-Line por e-mail, ele explica que “a força de trabalho, ou a intelectualidade difusa, não podem ser consideradas, por defiição, como um ativo negociável de uma empresa (contrariamente a uma máquina ou a uma patente, exceto se a força de trabalho fosse reduzida à escravidão). A valoração do capital intelectual e, portanto do trabalho, não pode, pois, ser senão a expressão completamente subjetiva da antecipação dos lucros futuros efetuada pelos movimentos fianceiros que, dessa maneira, se apropriam de uma renda. Isso contribui para explicar por que as fianças desempenham um papel chave no capitalismo cognitivo. Mas este fato contribui também para explicar por que a sucessão de crises fianceiras e econômicas graves, à qual assistimos, não foi simplesmente o produto da má regulação das fianças"
Note(s)
Topic
Type
Article
Date
2009
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